O diagnóstico laboratorial de doenças osteometabólicas, como osteoporose e doença de Paget, depende de uma combinação de parâmetros bioquímicos e de imagem. Entre os marcadores laboratoriais utilizados, destaca-se a dosagem de cálcio, fósforo, vitamina D e paratormônio (PTH), além de marcadores de formação óssea, como a fosfatase alcalina óssea, e marcadores de reabsorção óssea, como os telopeptídeos. A interpretação desses resultados exige atenção ao estado clínico do paciente, fatores dietéticos e condições de coleta da amostra (Vieira, 2007).
Fonte: VIEIRA, J. G. H. Diagnóstico laboratorial e monitoramento das doenças osteometabólicas. Jornal brasileiro de patologia e medicina laboratorial, [S.l.], v. 43, n. 2, 2007.
Com base no diagnóstico laboratorial de doenças osteometabólicas, analise as afirmativas a seguir sobre o papel dos marcadores bioquímicos no diagnóstico e manejo dessas condições:
I. O aumento isolado de fósforo no plasma não é suficiente para diagnosticar hipoparatireoidismo.
II. A vitamina D está diretamente envolvida na regulação da absorção intestinal de cálcio e fósforo, e sua deficiência pode contribuir para o desenvolvimento de osteomalácia nos adultos e raquitismo nas crianças.
III. O paratormônio (PTH) elevado em um paciente com cálcio sérico baixo e fósforo elevado sugere hiperparatireoidismo primário.
IV. A fosfatase alcalina óssea é um marcador específico para reabsorção óssea, sendo útil no diagnóstico de doença de Paget.
V. Marcadores de reabsorção óssea, como os telopeptídeos, são utilizados apenas para diagnóstico inicial e não possuem papel no monitoramento de terapias.
É correto o que se afirma em: